NOTÍCIAS - COMENTÁRIOS DOS LIDERES PARTIDÁRIOS AOS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2009

COMENTÁRIOS DOS LIDERES PARTIDÁRIOS AOS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2009

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PS
José Sócrates disse esta noite que o PS "teve uma extraordinária vitória eleitoral". Numa sala cheia, o secretário geral dos socialistas afirmou que "o povo falou e falou bem claro : o PS foi de novo escolhido para governar Portugal. E foi escolhido sem nenhuma ambiguidade".

Questionado pelos jornalistas sobre possíveis coligações, Sócrates disse que depois da indigitação do Presidente da República fará reuniões com todos os partidos com assento parlamentar. "A relação com o Presidente da República é institucional", sublinhou, garantindo que procederá "como até agora".
O secretário-geral dos socialistas afirmou ainda que os resultados eleitorais "são uma importante vitória da democracia" que, graças ao "sentido cívico "e à "elevada participação eleitoral" deu "sinais de vitalidade".
No final, Sócrates criticou Louçã por não ter felicitado a vitória socialista.

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PSD
De fato cinzento, com o colar de pérolas que sempre a acompanha, Manuela Ferreira Leite falou pelas 21h15 da noite aos militantes e ao país, a partir da sede de campanha no Hotel Sofitel, em Lisboa, iniciando por saudar o PS pela vitória e deixando uma decisão sobre a sua continuação à frente do partido para depois das eleições autárquicas.

“Quero cumprimentar os vencedores e nesse sentido já telefonei ao engenheiro Sócrates”, afirmou no início do seu discurso.

Mas, depois de agradecer a todos os militantes que acompanharam esta campanha do PSD, Ferreira Leite relativizou a vitória socialista, comparando os resultados deste ano, que ficaram além dos de 2005: “O voto dos portugueses tirou a maioria ao PS”, lembrou.

Sobre o futuro da sua liderança no PSD, Manuela ferreira leite, guardou uma decisão para depois das autárquicas, onde disse esperar que o PSD se assuma como “o verdadeiro partido do poder autárquico”.

“Os resultados não foram os esperados e daí assumo as minhas responsabilidades”. E prometeu a convocação do Conselho Nacional do PSD, após as autárquicas, para que o partido avalie a sua liderança.

cds
CDS
Foi com dois dedos em riste que Paulo Portas começou o seu discurso de balanço do resultado destas legislativas para informar os militantes e apoiantes que estavam presentes na sede do parido no Largo do Caldas que o CDS/PP atingiu os dois dígitos percentuais, com mais de 10 por cento, quase 600 mil votos.

“É o melhor do CDS nos últimos 26 anos”, disse Paulo Portas sobre os resultados do partido nestas legislativas.

“O povo tirou a maioria absoluta ao PS, que desceu de 45 para 36 por cento. O país recusou a arrogância e prepotência do poder absoluto. Portugal quer política de soluções, não de publicidade”, disse Portas, assegurando que todos os objectivos que avançou nesta campanha foram conquistados.

O líder popular agradeceu ainda aos eleitores pela eleição de deputados pelo CDS em círculos onde nunca tinham sido eleitos, como Faro, Coimbra e Madeira: “Vejam lá como vale a pena ter coragem”, disse, no último discurso dos principais partidos, feito de imediato ao final do discurso do vencedor José Sócrates.

be bloco esquerda
BE
"Reconstituir o sistema de protecção social" e aplicar um "imposto sobre as grandes fortunas para financiar a segurança social", para conseguir a convergência das pensões em relação aos salários mínimos, foram dois grandes objectivos que Francisco Louçã realçou hoje ao discursar na sede da campanha eleitoral do Bloco de Esquerda (BE), na Faculdade de Medicina Dentária em Lisboa, quando se aproximavam os resultados definitivos das legislativas.

Quando faltavam apurar apenas 48 freguesias de um total de 4.260, já depois das 22h30, o BE surgia como a quarta força política mais votada, com 16 deputados eleitos face aos oito das últimas eleições. À frente do BE, mantinha-se o CDS, com 19 parlamentares eleitos.

Ao elencar as grandes prioridades do seu partido para a próxima legislatura, Francisco Louçã salientou como outro dos grandes objectivos que a actual ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, não faça parte do novo Governo.

"Não há nenhum partido que tenha subido tanto em termos percentuais como o Bloco de Esquerda", disse o dirigente partidário, acrescentando que "não voltará a ser possível ao Partido Socialista sem maioria absoluta" impor a mesma política de segurança social.

Louçã frisou ainda que aos três distritos pelos quais o BE costumava eleger deputados (Lisboa, Porto e Setúbal) , se vieram somar Faro, Coimbra, Aveiro, Leiria, Braga e Santarém. "São vitórias que mudam a política do país", festejou.

cdu coligacao democratica unitaria
CDU - PCP/PEV
O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, considerou esta noite os resultados das eleições legislativas como um "estimulante sinal" do crescimento da CDU e colocou as suas esperanças nas eleições autárquicas para conseguir uma "ruptura e mudança" com a política de direita. A CDU deverá conseguir cerca de oito por cento dos votos.

Sublinhando o papel da CDU enquanto "força profundamente ligada aos problemas dos trabalhadores e do povo", Jerónimo de Sousa considera os resultados obtidos como um novo e estimulante sinal do crescimento sustentado do partido ao longo dos últimos anos.

"O aumento da expressão eleitoral constitui um factor de inegável significado" e que deixa antever "mais avanços nas autárquicas" de 11 de Outubro, disse o dirigente esta noite no “Espaço Vitória”, onde funciona o PCP-Lisboa, na Avenida da Liberdade.

O secretário-geral comunista falou ainda de um "sólido elemento de confiança" para a luta contra "as injustiças sociais" e para a "construção de uma nova política". O objectivo é "construir um Portugal mais justo, mais igual e soberano".

Relativamente à perda da maioria absoluta pelo PS, Jerónimo de Sousa comentou que esta configura-se como uma "condenação da política do actual Governo", que caracterizou como "injusta" e "imposta por uma maioria arrogante".

Para Jerónimo de Sousa, a "questão central" do momento é conseguir uma "ruptura e mudança" em relação à política de direita e garantiu que a CDU vai continuar a sua luta já a partir de amanhã. "As eleições autárquicas são um novo momento para afirmar a CDU como força a crescer".

Assim, prometeu combater o PS, caso este mantenha o rumo das suas políticas, e considerou que qualquer cenário de acordo com os socialistas fica no “reino meramente académico”. Jerónimo de Sousa sublinhou que “o PS afirmou que não muda de rumo. Terá com certeza o combate do PCP e da CDU”.

Questionado sobre se a posição da CDU de rejeitar acordos com o PS não irá abrir a porta ao BE para que o faça, o secretário-geral do PCP comentou que “cada qual sabe de si”. “Não podemos, do ponto de vista político, moral e ético, andar a dizer uma coisa ao povo e depois fazer outra completamente diferente”, declarou.

“Se alguém quer avalizar a política de direita que o PS pretende fazer, que o faça”, disse, reiterando que “o PCP, coerentemente, mantém esta posição, pensando nos interesses do povo português e de Portugal”.