JORNAL EXPRESSO - DESTAQUES DE AMANHÃ, 19/07/2008

A moral de Batman

Como sabem os apreciadores da melhor banda desenhada, Batman não é um super-herói qualquer. Ao contrário do Super-Homem, ele não é um semi-Deus. E ao invés de (quase) todos os outros super-heróis a sua motivação não parte de uma necessidade de espalhar o Bem pela Humanidade. E são realmente estas questões morais que o realizador Christopher Nolan e o actor Christian Bale (que faz o papel principal) levantam em entrevistas ao "Expresso" e que antecipam a estreia de mais um episódio da saga Batman que chega às salas portuguesas na próxima quinta-feira. A questão mantém-se: será que o Cavaleiro das Trevas consegue dominar a conturbada cidade de Gotham? E os seus fantasmas?

O respeito pelos artistas

Eunice Munõz, grande senhora do teatro português, faz este mês oitenta anos, sessenta dos quais passados em palco. Do Teatro Nacional D. Maria II, onde foi actriz residente mais de vinte anos, foi dispensada, a pouco tempo da reforma. Perdeu assim -- tal como Ruy de Carvalho ou Fernanda Borssati -- o direito ao complemento de reforma, questão que continua sem resolução. Por causa disso, em entrevista à Única, diz Eunice que sente mágoa de ser portuguesa e que, se tivesse sabido o destino que o seu país lhe reservava, teria, em tempos, optado pela nacionalidade espanhola, dada a sua ascendência.

O que fazer da nossa floresta?

Temos uma floresta enorme, mas pouco aproveitada, desordenada e a sofrer neste momento com a praga do nemátodo do pinheiro. O Governo já assumiu que poderia concessionar alguma da sua floresta aos privados, mas a medida continua sem ver a luz do dia. Em entrevista ao Expresso, o presidente da Altri, Paulo Fernandes, defende que o Estado transfira para os privados a gestão de parte da floresta - e que se aposte na plantação de eucaliptos, de forma a desenvolver um dos sectores em que damos cartas - o da pasta e papel.

O que tem a CPLP

Quarta e quinta-feira, realiza-se mais uma cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Pontos de interesse: Um súbito magnetismo.
Maurícias e Guiné Equatorial já figuram como membros associados da CPLP. O Senegal prepara-se para entrar, segundo será anunciado na cimeira da organização a realizar-se na próxima semana, em Lisboa. Marrocos também deseja fazer parte. Tamanho interesse pode espantar, principalmente quando alguns dos membros efectivos mostram sinais de distanciamento - Angola prescindiu da presidência e entregou-a a Portugal. Alegou que em ano de eleições seria complicado exercer o cargo. Mas que interesse pode despertar a CPLP para países, a vários níveis, tão distantes? A economia desempenha papel principal. Angola para os Estados africanos e Brasil para os estados sul-americanos - sim, também os há interessados na CPLP.

A hora dos profissionais

Ano após ano, o drama dos fogos florestais assola Portugal nesta altura do Verão. Os políticos multiplicam as medidas, aumentam os meios, mas as dificuldades continuam. Mais de 400 do meio milhar de corporações de bombeiros em Portugal são integrados por voluntários. Ao contrário do que acontece em países do sul da Europa como Espanha, França e Grécia, que apostaram sobretudo na profissionalização. O Expresso traça um retrato da realidade dos bombeiros em Portugal e aponta as principais falhas, da formação aos negócios menos claros. E lança a questão: Portugal deve ou não apostar em mais bombeiros profissionais?